Prisioneiro das Emoções

Quando buscar a Terapia?

O assunto saúde emocional tem ganhado cada vez mais espaço no cotidiano das pessoas em geral. Durante muito tempo teve subestimada a sua importância e necessidade de atenção. Agora frequentemente é um tema abordado nas mídias tradicionais, redes sociais e até mesmo no ambiente profissional, com empresas que buscam conscientizar seus funcionários sobre essa questão. Muitos, no entanto, ainda não sabem exatamente quando uma intervenção profissional se faz necessária ou quando um momento de lazer e espairecimento é suficiente para colocar as coisas em ordem. Em meio a tantas possibilidades pouco palpáveis, soluções miraculosas e anestesias emocionais, afinal o que realmente é válido e necessário neste cenário todo?

Controlar o Incontrolável

Uma confusão comum e razão de tantas pessoas ainda serem resistentes a processos terapêuticos, é o desconhecimento de como funcionamos e como isso afeta diretamente em nosso dia-a-dia.

Certa vez, eu estava conversando com uma pessoa, que sem a menor dúvida havia superado muitas situações e desafios na vida. Obviamente, que vivenciar essas situações a tornaram mais forte e amadurecida. Sua forma de pensar e tomar decisões também eram condizentes com suas experiências.
Mas haviam dificuldades e padrões de repetições que ela sempre percebia em sua vida. Quando alguém indicava o benefício de buscar a terapia, ela acreditava ser irrelevante, pois, por pensar de forma prática e resolutiva acreditava que as questões de ordem psicológicas não a afetavam.

Foi quando então, eu expliquei que ela estava confundindo psicológico com emocional, e que os processos inclusive físicos eram diferentes. Emoções não são como pensamentos escolhidos, não temos o poder de controlar. Isso não tem absolutamente nada a ver com força de vontade, habilidade ou conhecimento, mas, com o fato de sermos humanos e literalmente funcionarmos assim.

Quando ela finalmente entendeu e se abriu para trabalhar os conteúdos emocionais que por tanto tempo estava carregando, percebeu que a vida se tornará bem mais leve e não demandava mais tanto esforço e energia. Seu comportamento mudou e com ele seus resultados também.

Sentimentos x Emoções - O que está acontecendo dentro de você?

Você já se perguntou o que acontece dentro de você, mais precisamente dentro da sua mente, quando você vivencia o seu dia? Ou quando você vê alguém por quem é apaixonado? Ou então quando você vira uma rua, onde está acostumado a passar caminhando todos os dias para ir ao trabalho e é surpreendido por um cão grande, feroz, rosnando e salivando para você, o que acontece no seu cérebro naquele instante?  Provavelmente nesta última situação, o simples ato de imaginar a cena, pode ter lhe causado um arrepio na espinha. Seus instintos também o deixaram mais atento para o que viria a seguir no texto, ou seja, sua visão tornou-se focada. Isso apenas lendo, imagine vivenciando a situação como realidade. Isso ocorre por causa das emoções e sua importante função em nos ajudar a sobreviver. 

Emoções são como uma programação em nosso cérebro que gerencia alterações e reações em todo nosso corpo. Essas ações podem ser internas e imperceptíveis, como dilatar pupilas ou mudar o funcionamento das suas vísceras. Podem também ser externas através de comportamentos reativos, no caso de encontrar o cachorro por exemplo, reagir entre atacar ou fugir.  Isso por que emoção tem tudo a ver com ação. Está é uma forma sagaz da natureza nos programar para agir sem perder tempo. 

Portanto, as emoções são automáticas, não temos nenhum controle sobre elas a partir da nossa vontade. É essencial que seja assim, pois a coisa mais estúpida que você pode fazer ao encontrar um cão feroz querendo lhe devorar, é ser racional.

Emoções são predominantemente inconscientes e sempre ocorrem abaixo da linha da nossa percepção. A partir do momento que tomamos consciência de uma emoção, nós já passamos para outro processo cerebral que chamamos de sentimentos. O sentimento é a percepção consciente e parcial de uma emoção. Parcial por que não somos capazes de perceber todas as reações daquele processo, como já citei antes. 

Há duas razões pela qual é válido separarmos emoção de sentimento, a primeira, por que fisiologicamente elas ocorrem em partes distintas do nosso cérebro. A segunda razão, é por que nem sempre nossas emoções se tornam conscientes, e é aqui que entra o papel dos profissionais de saúde mental e comportamento humano.

Vou te dar um exemplo de uma situação em que ocorre uma reação emocional (portanto, inevitável). Todas as vezes que você vê a sua mãe, suas pupilas dilatam e você começa a suar mais na palma da sua mão. Obviamente a partir de agora, mesmo que você tente, não conseguirá perceber isso. É algo tão sutil que só é possível de ser medido com aparelhos em laboratório.
O mesmo ocorre quando você vê foto de alguém que você amou muito, mas que te machucou. Isso também causa uma reação emocional. Talvez você nem se dê conta, mas a partir dela, você pode ficar mais fechado, mais agressivo e isso faz com que você perceba o que acontece ao seu redor de forma diferente. O seu comportamento naturalmente se altera, por que afinal, emoções servem justamente para gerar comportamentos (Lembra?!). 

A maioria de nós vivencia situações assim. As consequências muitas vezes são os enredos desafiantes que criamos nos relacionamentos atuais, como uma forma de elaborar o que realmente não foi visto onde deveria,  relação anterior. Sem perceber, nos tornamos prisioneiros de emoções que não são mais necessárias. É como se elas se tornassem janelas abertas dentro de nós, onde só é possível cessar com o estado de alerta, quando nosso cérebro entende finalmente que estamos em segurança.

Uma janela aberta em um dia de calor com uma brisa suave pode ser algo extremamente agradável, mas uma janela emperrada incapaz de ser fechada quando necessário, torna-se um problema sério em dias de tempestade. Assim somos nós com as nossas janelas emocionais.

Pare por alguns instantes e responda essas perguntas:

- Existem situações que se repetem com frequência em minha vida?

- Eu sei o que preciso fazer para chegar onde gostaria, mas o esforço parece demasiadamente grande, mesmo quando são necessárias pequenas ações?

- Por vezes, me vejo em conflitos nos relacionamentos, com brigas e discussões, que após passarem não tenho ideia do porquê começaram?

- Comunicar-me é desgastante. Sempre sinto que não sou compreendido?

- Tenho uma sensação de falta constante. Parece que me falta algo, ou que eu não sou suficiente?

Se você respondeu "Sim" para algumas dessas questões acima, é provável que algumas ‘’janelas’’ emocionais estejam abertas, deixando mais pesado e difícil algumas situações. A ajuda profissional é capaz de conduzir você para entender e conhecer como você funciona no seu melhor desempenho.

As abordagens terapêuticas que nos permitem mergulhar em emoções inconscientes, tem resultados rápidos e eficazes por que vão na causa raiz dos nossos conflitos. O propósito delas não é fazer com que o cliente se sinta bem no primeiro momento, e sim que ele vivencie de forma segura e proativa aquilo que no cotidiano não é possível. Aqui no Ágaphe cada pessoa e história é única, portanto, o método de trabalho também.

Nosso primeiro passo é avaliar cada caso para só então definir qual o caminho mais rápido e eficaz para aquela questão, proporcionando assim uma vida mais leve e feliz. 

Quer agendar uma avaliação? Basta entrar em contato em nosso WhatsApp (17) 98135-0262 para atendimento presencial ou online.



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Aline Cristiane Gatti 
Terapeuta Sistêmica & Especialista em Negócios 

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